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O último debate entre os presidenciáveis antes do primeiro turno, que aconteceu na noite desta quinta-feira nos estúdios da Rede Globo, no Rio de Janeiro, foi marcado pela união de forças dos candidatos que compareceram para atacar a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, e também o seu governo.
O tucano Geraldo Alckmin lamentou a ausência de Lula, afirmando ser um desrespeito ao eleitor que precisa de informação. Alckmin declarou que "não é possível" que o Brasil continue tendo "maus-exemplos". Disse ainda que a ausência de Lula é uma "visão autoritária" e que o presidente não quer prestar contas à população.
Já a senadora Heloísa Helena (Psol) foi mais incisiva. Ela declarou que o presidente não desceu do seu "trono de corrupção e arrogância" porque não teria "autoridade moral". Ela chamou, mais uma vez, o partido do presidente, o PT, de "organização criminosa" e afirmou que Lula não foi ao programa porque não queria "bater-boca" com outro candidato (em referência a Alckmin) para ver quem tinha "roubado mais ou menos no passado ou no presente".
O senador Cristovam Buarque (PDT) dirigiu a primeira pergunta da noite a Lula, o que estava previsto nas regras do debate. Ele quis saber se, caso comprovadas as denúncias de corrupção em seu governo, o presidente renunciaria. No segundo bloco, o pedetista lembrou os escândalos que envolveram o governo e o PT e afirmou que a ausência de Lula também foi um "ato de corrupção à democracia". Ele voltou a questionar o que aconteceria se, após as eleições, forem comprovadas algumas das denúncias - um novo impeachment ou uma renúncia -, e pediu que os eleitores levem a disputa para o segundo turno.
A candidata Heloísa Helena também dirigiu uma pergunta ao presidente, levando a platéia ao riso, e questionou se ele realmente acreditava que alguém faria "baixaria" ou usaria palavras de baixo calão no debate. Segundo ela, quem estaria se sentindo agredido é o povo brasileiro.
No terceiro bloco, os candidatos seguiram com as críticas ao governo Lula. Alckmin, ao falar sobre energia, acusou o presidente de enfraquecer as agências reguladoras e ter sido submisso na questão do gás boliviano. O tucano afirmou ainda que o governo boliviano estaria apenas aguardando a passagem das eleições para aumentar o preço do produto.
Alckmin também dirigiu uma pergunta à cadeira vazia onde deveria estar sentado Lula. Ele questionou se a ausência do presidente estaria relacionada aos problemas do governo na área da saúde ou da educação.
Dentro do tema corrupção, Cristovam defendeu o fim da reeleição para que a atividade política deixe de ser uma "profissão". Ele afirmou que, depois de 25 anos, a única causa que Lula ainda defende é justamente a reeleição. Segundo o senador, a corrupção existe também em "certos hábitos de governo", como "construir um prédio de luxo" num País com tantas necessidades.
O senador brincou com a candidata Heloísa Helena, dizendo que o que queria mesmo saber dela era qual o melhor remédio para a gripe que o acometeu.

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